
Lazy college senior, aka “a study in GPOYs”
[By the way, I made this post in my HR class. HR is my major.]
Ela olhou pra mim, e eu não pude deixar de perceber que minha vida mudaria. Nos conheceríamos, conversaríamos e rapidamente marcaríamos algum tipo de encontro. Logo perceberíamos que gostávamos um do outro, e logo estaríamos namorando. Seríamos o casal mais feliz do mundo, mesmo que pareça presunção englobar um território tão imenso, eu não teria a mínima dúvida da veracidade dessa informação.
Comemoraríamos os aniversários de namoro de formas extremamente românticas, melosas, por assim dizer. Eu passaria a amá-la rapidamente, percebendo o mesmo sentimento vindo daquela que eu já considerava minha alma gêmea. Após 3 anos de namoro (ou menos, sendo otimista) já teríamos nos transformado nos noivos mais felizes do mundo. Presunções a parte, nos casaríamos logo, seguindo à risca o velho ditado de que ” o amor não espera “.
Finalmente, marido e mulher. Nesse ponto já estaríamos dividindo uma casa, e com isso, brigas eram esperadas, porém pareciam ter se perdido no caminho, já que raramente nos veríamos chateados um com o outro. Em pouco tempo minha esposa me presentearia com o presente que eu mais esperava: um filho. Teríamos uns dois ou três, amaríamos crianças. Seríamos ótimos pais, os mais felizes do mundo.
O tempo passaria. Nem perceberíamos, nossos filhos já estariam se mudando, construindo suas próprias famílias, e nós, passaríamos a nos amar cada vez mais. E com o tempo, perceberíamos que vivemos nossas vidas da melhor maneira possível, e teríamos a certeza de que fomos feitos um para o outro.
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Pena que não passou de um simples olhar.
“Por que me apaixono por todas as garotas que vejo que me dão um mínimo de atenção?” – Joel, em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
“Você está sentado, ouvindo suas músicas preferidas no fone de ouvido, vendo o tempo passar.
Então eles chegam, um casal, mais ou menos da sua idade. Ficam trocando olhares carinhosos, um segura a mão do outro, se abraçam, estão em seu próprio mundo de carinho… e você está lá do lado…poucos passos. Você tenta não olhar, fingi não ligar, é só você e seu fone, sempre foi assim.
Mas é inevitável… você começa a pensar… você começa a lembrar que eles não são os únicos. Seus amigos também estão assim, por onde você olha tem duas pessoas compartilhando carinho. Durante toda a sua vida sempre tinha um casal…e você não estava nele.
Aí você pega seu velho escudo enferrujado, fica falando pra si mesmo em sua cabeça as idiotices que um cara tem que fazer para conseguir o afeto de uma garota, fica lembrando de todas as vezes que seus amigos fizeram papel de idiota e como é patético o comportamento de um casal meloso. Sim, você é o senhor coração de rocha, sem sentimentos, intocável… mas até quando?
Uma hora sempre bate aquela dúvida, aquela que te faz ficar pensando a tarde inteira, que te faz ficar longe dos amigos, que te faz abraçar o travesseiro na noite.
“O que está errado?”
Aí você está pensando “por que não eu?”
Por que não é você o cara que está em um banco sentado com alguém, conversando, vendo o maldito tempo passar?
“O que tem de errado em mim?”
Você então lembra do passado, lembra de quando achava que era um cara engraçado, lembra de quando achava que tinha verdadeiros amigos, lembra de quando já chegou perto de estar dentro desse mundo. Lembra das garotas que mais chegaram perto do seu intimo, aquelas garotas que sempre deram risadas de suas piadas copiadas de um amigo de outro grupo social, que sempre conversavam com você sobre os seus assuntos idiotas. Você achava que eram elas, então você ia atrás delas, que nem um cachorrinho.
Porém, você nunca chegou lá, nunca deu um beijo que você iria facilmente esquecer por ser tão normal nelas, nunca chegou na sala de alguma delas e viu a garota sair correndo em sua direção, te abraçar e falar pras amigas “Tchau, gente! Tenho que ir”. Você sempre quebrou a cara com elas. Foi sempre assim, um dia alguma delas saia do seu lado e ia correndo abraçar um outro cara, um cara que ela conhece não faz nem duas semanas, um estranho pra você. Elas olhavam pra você por cima do ombro dele e você não podia fazer nada mais do que dar aquele sorriso forçado que já te faz um profissional em algo na vida.
Em parte, foram essas garotas que te fizeram assim. Foi com essas experiências que você criou os seus conceitos perfeitos e infalíveis sobre mulheres.
Aí você volta ao presente. Mas continua pensando “o que tem de errado em mim? Sou feio? não sou engraçado? não tenho estilo? não tenho dinheiro? não sou uma boa pessoa?”
Você sempre se perguntou isso, estava sempre querendo saber qual era a equação perfeita ou, pelo menos, o que te faria conseguir. Festas, danças, se enturmar com várias pessoas… você tenta, mas falha como sempre. Foram tantas as vezes em que você estava cercado de pessoas em um ambiente desconhecido, ao mesmo tempo em que você se sentia bem, você sabia de alguma forma que aquele não era o seu lugar, que você não fazia a mínima diferença lá.
Aí você percebe. Você não faz diferença. Você é tão comum e tão sem graça que ninguém se importa se você está lá ou não.
Não faz diferença se você vai pra festa, não faz diferença se você vai pra aula, não faz diferença se você estava nas grandes férias na praia, não faz diferença se você ou outra pessoa pegou a caneta dela.
Ninguém liga… e você sabe bem disso.
O casal sai do seu lado. Agora você pode olhar para onde quiser, não tem mais que ficar olhando pra esquerda, como se estivesse esperando um amigo que vai te encontrar e conversar com você… você sabe que isso não vai acontecer.
Aí a bateria do mp3 acaba e você fica sem música. “
Ah cara, como é bom ter você de volta. Espero que continue assim, como sempre foi, menos quando aquilo aconteceu, você sabe.
Eu adorava seu humor negro e como você não se importava com as coisas, fossem pessoas ou cartas de baralho. Nós ríamos, fazíamos piadas de tudo e de todos, tocávamos o * até tarde, bebendo, jogando, falando *. E nós estávamos muito bem assim. No fundo, você sabe que era feliz. Tínhamos nossas coisas, nossas manias, nosso jeito. E aí, de repente, você mudou. De repente, você achou que precisava de mais alguma coisa pra ser feliz. Maldito caminho sem volta.
Eu lembro muito bem quando ela apareceu. Lembro do quão idiota você ficou. Idiota no bom sentido, se é que existe um bom sentido nisso, mas enfim, quero dizer que você não ficou cuzão,e sim bobão, você entendeu. E aí sumiu seu humor negro, afetando sua visão, que ficou rosa. Sabe, às vezes eu te mostro uma folha branca e rezo para que você não diga que ela é rosa. É bom ouví-lo dizer “é branca, seu *”.
De repente, o que era meu e seu, era dela também. E depois de um tempo, era tudo dela. As músicas dela, os lugares dela, a cama dela, e todas as demais coisas que você designou como se fossem dela. Me incomodava muito, mas você parecia feliz, achei que não devia me meter. Você me questionava e eu sempre tentava amenizar as coisas, embora em algum lugar soubesse, e você também sabia, que havia algo ali que eu não queria contar e você não queria saber, apesar de nós dois sabermos exatamente o que era. Maldito caminho sem volta.
Ou com volta. Vai-volta. Vai-volta. Vai-volta. E a cada vez que este ciclo se completava, eu via você definhar. Era cada vez pior. Cada vez mais doloroso. E *, eu conheço você. Eu fiz o que estava ao meu alcance, você sabe disso, que o resto teria que deixar com você. Mas devo dizer, que por algum tempo, pensei que você não fosse sair dessa. Ela havia te transformado de um jeito foda. Não fique bravo, mas de todo jeito, foi bom e ruim. Ruim porque agora você ficou meio patético eu diria, e bom porque agora você aprendeu muita coisa e acho que vai se sair melhor da próxima vez. Sabe, tudo passa, cedo ou tarde.
E de perto, eu vi você levantar. Eu estive sempre lá, você sabe. Sabe também que eu me repito bastante, assim como você. Gosto de dizer as mesmas coisas, diversas vezes. Pra reforçar, faz bem.
Vi você lutar para que as nossas coisas voltassem a ser nossas coisas. Nossos filmes, nossas músicas, nossos lugares. Nunca foram dela. Que raiva me dava quando você não ouvia mais El Scorcho, “porque te lembrava dela”. Cara, você ouvia essa música muito antes de conhecê-la. * que foi essa música que você cantou pra ela naquela noite ridícula. Essa música sempre foi sua. Minha. Coldplay? Você nunca gostou. tava ouvindo por que? Você sabe também que Death Cab é um lixo. Embora tu não ouvisse, eu vi que tinha umas pastas no teu PC.
E que bom que agora é tudo nosso de novo. E o que foi aquela piada ontem? Você é o escroto que eu conheço. Que eu gosto, e que os outros gostam também. E que ela também gostava. Talvez você ainda não acredite nisso, mas ela que saiu perdendo no final de tudo. E você está aí de novo. Sendo você, integralmente. E quando acontecer de novo, eu não vou me meter, só vou falar pra você ter cuidado, já que vai me afetar também. Ser consciência é uma *. A gente não pode fazer mais do que avisar.
Mas cara, como é bom ter você de volta.

